domingo, 19 de fevereiro de 2017

Os dois critérios utilizados pelas pessoas quando elas o conhecem pela primeira vez



Certamente, você já ouviu falar da expressão popular “a primeira impressão é a que fica”.  Essa impressão pode ser percebida pelas pessoas em segundos, mas o que exatamente elas estão avaliando?

A professora da Harvard Business School, Amy Cuddy, ao lado dos psicólogos Peter Glick e Susan Fiske, estudam as primeiras impressões há mais de 15 anos e descobriram padrões nessas interações.

Em seu novo livro, "Presença", Cuddy diz que as pessoas rapidamente respondem a duas perguntas quando se encontram pela primeira vez:

1.    Posso confiar nessa pessoa?
2.    Posso respeitar essa pessoa?

Os psicólogos se referem a essas dimensões como entusiasmo e competência, respectivamente, e idealmente você quer ser percebido como tendo ambos.

Curiosamente, Cuddy diz que a maioria das pessoas, especialmente em um contexto profissional, acreditam que a competência é o fator mais importante. Afinal, elas querem provar que são inteligentes e talentosas o suficiente para lidar com seu negócio.

Mas, na verdade, entusiasmo ou confiabilidade, é o fator mais importante na forma como as pessoas p avalia.

Para Cuddy, em uma perspectiva evolucionária, é mais crucial para nossa sobrevivência saber se uma pessoa merece nossa confiança.

Faz sentido quando você considera que na época das cavernas era mais importante descobrir se o seu companheiro ia matá-lo e roubar todas as suas posses do que se fosse competente o suficiente para fazer um bom fogo.

Mas, quando a competência é altamente valorizada? Cuddy diz que só é avaliada após a confiança ser estabelecida. E focar demais em exibir sua força pode ser contraproducente.

Ela diz que os alunos de MBA são muitas vezes tão preocupados em sairem transversalmente como inteligentes e competentes que podem levá-los a não frequentarem eventos sociais, não pedirem ajuda e, geralmente, sairem como inacessíveis. Eles tendem a se comportarem de forma rude quando não conseguem uma vaga de trabalho porque ninguém ainda os conhecem e não confiam neles como pessoas.

Para Cuddy, se alguém que você está tentando influenciar não lhe confia, você não vai chegar muito longe; Na verdade, você pode até mesmo suscitar suspeitas, porque pode ser considerada como manipuladora. Uma pessoa entusiasta e confiável que também é forte provoca admiração, mas só depois de ter estabelecida a confiança, é que sua força se torna um dom e não uma ameaça.


REFERÊNCIAS:

Tradução livre e adaptação do texto original de:

GOUDREAU, J. A Harvard psychologist says people judge you based on 2 criteria when they first meet you. Business insider. Disponível em http://www.businessinsider.com/harvard-psychologist-amy-cuddy-how-people-judge-you-2016-1?>. Acessado em 19 de fev. de 2017.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O que é mais importante para sua equipe do que o dinheiro?



Os economistas há muito tempo argumentam que o dinheiro não compra felicidade. Mas, a compensação ainda é um fator importante quando consideramos onde trabalhar. O que sabemos sobre como uma maior remuneração influencia as motivações dos empregados?

Esse estrato de informação pode ser a diferença entre uma força de trabalho que está satisfeita e produtiva e outra que não está - tendo um custo ao negócio no longo prazo.

Como descobrir algumas das forças motrizes por trás das decisões dos candidatos a emprego? Por que eles escolhem os atuais empregos? O que lhes interessa no trabalho e o que os levam a amar ou a desprezar a sua empresa ou seu gerente?

O dinheiro não pode comprar a felicidade

A Glassdoor, empresa americana de pesquisa econômica analisa anualmente opiniões e dados salariais para recolher informações sobre empresas e sentimento dos empregados. O resultado é uma riqueza de dados do mundo real, que permite identificar os fatores que vão além da remuneração que realmente impulsiona a felicidade no trabalho.

Um dos resultados mais notáveis ​​que foi encontrado nas pesquisas é que, em todos os níveis de renda, o principal indicador de satisfação no local de trabalho não é o salário: é a cultura e os valores da organização, seguido de perto pela qualidade da liderança sênior e as oportunidades de carreira na empresa. Entre os seis fatores de local de trabalho que foram examinados, a remuneração e os benefícios foram consistentemente classificados entre os fatores menos importantes de felicidade no local de trabalho.

O fato do salário não ser o principal motor da satisfação dos empregados foi uma pequena surpresa para os economistas. Há mais de 250 anos, Adam Smith quando escreveu a Teoria dos Sentimentos Morais, advertiu que os ganhos materiais muitas vezes nos deixam menos felizes, e não mais. Um estudo de 2010 da Universidade de Princeton pesquisadores mostraram que ter uma maior renda aumenta a felicidade, mas apenas até cerca de US$ 75.000 por ano (equivalente a um salário mensal de R$ 20.000,00). Além disso, salários mais altos não influenciam muito a felicidade, e outros fatores são mais importantes.

A análise da pesquisa da empresa Glassdoor reflete essas descobertas no local de trabalho. Foi analisada uma amostra de mais de 615.000 usuários que haviam relatado seu salário e escrito uma avaliação de seu empregador desde 2014. Os dados foram categorizados em quatro grupos salariais, dos mais baixos (aqueles que ganham menos de US$ 40.000 por ano, equivalente no Brasil a um salário mensal de R$ 10.665,00, àqueles que ganham mais de US$ 120.000, equivalente a R$ 32.000,00), e confrontou com o poder relativo explicativo de cada um para a satisfação dos empregados. Se compararmos o modelo como uma torta do poder explicativo, cada característica do local de trabalho representa uma fatia. Fatores com as maiores fatias são os maiores impulsionadores da felicidade no local de trabalho. Estes dados são correlacionais, mas quando comparados com resultados semelhantes de outras pesquisas, esta pesquisa oferece praticamente as mesmas recomendações para os gestores.

Empregados com maior rendimento têm prioridades diferentes

Embora o dinheiro não seja um grande fator direcionador de satisfação dos empregados, as prioridades de uma pessoa no local de trabalho mudam à medida que sua renda sobe. Por exemplo, a cultura e os valores da organização explicam cerca de 21,6% da satisfação dos empregados no grupo de renda mais baixa, mas que sobe para 23,4% para os maiores rendimentos. Isso sugere que os assalariados mais elevados querem que seus empregadores compartilhem seus valores e criem uma imagem positiva da empresa.

Outros fatores cuja importância sobe como compensação incluem a qualidade da liderança sênior (que passa de 20,4% para 22,8% da previsão à medida que a renda aumenta) e a importância das oportunidades de carreira (passando de 17,5% para 22,8%). Com níveis de remuneração mais altos, os empregados claramente colocam mais ênfase na cultura e preocupações de longo prazo como liderança e oportunidades de crescimento, ao invés de preocupações cotidianas como salário e equilíbrio entre vida profissional e vida familiar.

Em contrapartida, três dos fatores examinados foram considerados menos importantes para os empregados com salários mais altos. O equilíbrio entre vida profissional e familiar declina em importância em níveis de renda mais altos, passando de 13,2% da previsão para 9,5% à medida que o salário aumenta. Os assalariados elevados estão mais dispostos a desistir do tempo de lazer para a renda do trabalho. A pesquisa objetivava descobrir que a perspectiva de negócios do empregador também diminui em importância à medida que a renda sobe, mas foi constatado que essa mudança é pequena.

Finalmente, foi constatado que a remuneração e os benefícios, além de estar entre os fatores menos importantes, são menos importantes à medida que a renda aumenta. Para aqueles que ganham menos de US $ 40.000 por ano, considera-se importante para apenas 12,8% da satisfação no local de trabalho. À medida que o salário aumenta, o poder preditivo de compensação e benefícios cai drasticamente, caindo para 9,8% da torta para aqueles que ganham mais de US $ 120.000 por ano.

Foco na cultura sem comprometer a remuneração

Embora a remuneração não seja o fator motriz mais importante da satisfação dos empregados, esses resultados não sugerem que os empregadores possam desconsiderá-la. Compensação e benefícios podem ter menos poder preditivo para a satisfação do empregado do que os outros fatores, mas ainda é o principal fator que os candidatos a emprego consideram ao avaliar potenciais empregadores, de acordo com uma recente pesquisa Glassdoor, especialmente para os candidatos a emprego ao analisar ofertas concorrentes. Com a finalidade de atrair talento, oferecer salários competitivos e benefícios continua sendo um fator crítico para os empregadores.

REFERÊNCIAS:

Tradução livre e adaptação do texto original de:

CHAMBERLAIN, Andrew. What matters more to your workforce than money. HBR – Harvard Business Review. Disponível em <  https://hbr.org/2017/01/what-matters-more-to-your-workforce-than-money > Acessado em 19 de Jan. de 2016

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

5 coisas que você precisa para ser feliz no trabalho



Com o desemprego no nível mais baixo desde 2008, você pode estar pensando em mudar de emprego. Mas o que exatamente o faria mais feliz no trabalho? Não é necessariamente refeições e massagens gratuitas (embora estes itens figurem como bons, na lista da Revista Fortune das Melhores Empresas para se trabalhar. E não é necessariamente muito mais dinheiro.
Uma pesquisa realizada pela professora Teresa Amabile da Harvard Business School e o psicólogo Steven Kramer aponta cinco atributos de apoio científico que tornam as pessoas felizes em seus empregos.

1.    Trabalho que o desafie

A pesquisa descobre que as pessoas são mais felizes quando envolvidos em atividades difíceis, mas factível. Elas estão tão absorvidas em suas tarefas que o tempo parece ficar parado. É fácil se distrair do trabalho real na corrida para esvaziar a caixa de entrada de seu e-mail, mas você pode voltar aos trilhos. Brian Tracy, autor de inúmeros livros de carreira, incluindo “encontre seu ponto de equilíbrio (Find Your Balance Point), recomenda seguir o conselho do bestseller japonês “A Mágica da Arrumação - A Arte Japonesa de Colocar Ordem na Sua Casa e na Sua Vida” (The Life-Changing Magic of Tidying Up), de Marie Kondo,  especialista em organização. "Ela diz: junte tudo em um só lugar, pegue individualmente cada item e pergunte se este item me proporciona alegria?".  Você também, pode fazer isso com seu trabalho. Trace sugere que "Em vez de ser passivo e fazer o que outra pessoa lhe diga o que tem de fazer, ativamente olhe para o seu trabalho e pergunte o que eu realmente gostaria de fazer?". Com um pouco de criatividade, ao longo do tempo, você pode transformar o trabalho que você tem no trabalho que deseja.

2.    Um sentido de progresso

Quando os dois pesquisadores estudaram diários de quase 12.000 dias de trabalho, descobriram que os dias mais felizes e produtivos eram aqueles marcados por um senso de progresso. "Em última análise, o trabalho é realmente sobre a realização", diz Richard Sheridan, CEO da Menlo Innovations, e autor de Joy, Inc. "Eu consegui fazer algo, e isso importa?". Seus membros da equipe se reúnem com os clientes semanalmente para uma avaliação de status: o cliente relata o que a equipe fez durante a semana passada, com qualquer comentário que ele deseja. Veja o impacto que dá à equipe "uma verdadeira sensação do que fez a diferença.

Tracy cita um ponto relacionado ao tema: o progresso é o oposto da distração. "Se você está perdendo tempo o dia inteiro com distrações, então não terminará as tarefas" e "os seres humanos são projetados para obter uma sensação de prazer de finalização ou entrega".  Um tempo longe dos e-mails pode fazer maravilhas para o bem-estar. De fato, um estudo que envolveu cortar o acesso ao e-mail por 5 dias demonstrou uma diminuição do nível de stress dos empregados.


3.    Sem medo

Estímulo pode motivar as pessoas no curto prazo, mas se os se os empregados se preocupam que seus empregos estão na corda bamba, a pesquisa aponta que eles se tornam menos envolvidos e desempenho cai. "O medo tem esse efeito debilitante na segurança, na confiança, no trabalho em equipe, na colaboração, na criatividade, na inovação e na invenção", diz Sheridan. Isso não significa que não pode haver responsabilidade. Pessoas que não estão performando bem e não querem orientação precisam ser desligados. Da mesma forma, "há coisas de que devemos ter medo", diz Sheridan. Desapontar um grande cliente é uma dessas coisas. Mas, "O que eu estou falando é usar a indústria do medo como uma maneira de motivar as pessoas". Isso só torna os empregados extremamente infelizes.

4.    Autonomia

Uma metanálise envolvendo mais de 400.000 pessoas em 63 países descobriu que a autonomia e o controle sobre a vida de uma pessoa importam mais para a felicidade do que o dinheiro. Em um contexto de trabalho, isso requer um senso de controle sobre o seu trabalho, mas - tão importante - sobre o seu tempo também. A flexibilidade é fundamental, e os empregados com horários de trabalho flexíveis relatam melhor bem-estar do que aqueles com menos controle sobre o tempo e lugar.

5.    Pertencimento

Os seres humanos são criaturas sociais, e a pesquisa Gallup descobriu que as pessoas que têm um "melhor amigo" no trabalho são mais produtivas e envolvidas. Os relacionamentos reais são difíceis de serem construídos, mas a interação relaxada cria familiaridade ao longo do tempo. Isso significa levar a equipe para o almoço ou café, tantas vezes quanto puder. Você também pode simplesmente construir uma rede de amizade no dia a dia, fazendo coisas que constroem seu capital de relacionamento. Bill Jensen, CEO da consultoria The Jensen Group, adota o que ele chama de regra "3-2-1" para seu dia a dia. Ele se concentra em suas 3 melhores tarefas diárias, a número "um" refere-se a aprender algo, e, em seguida, ele inclui todos os dias "os dois momentos seguintes, ajudando os outros", diz ele. “Cada uma dessas ações diárias serve para alimentar e construir a felicidade de longo prazo”.


REFERÊNCIAS:

Tradução livre e adaptação do texto original de:

VANDERKAM, Laura. Research shows you need these 5 things to be happy at work. Fortune Health. Disponível em < http://fortune.com/2015/09/26/happy-work-tips/> Acessado em 18 de Jan. de 2016